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Meizu MX4 chega ao Brasil – Vi PhoneStation

| Pontas de Estoque | 18/10/2017

Vi-PhoneStation-Meizu-Pro

No Brasil existem quatro variantes sendo vendidas da sua PhoneStation, a mais barata delas é a que tem o Meizu M2 Note como parte central. O dispositivo se assemelha um pouco ao iPhone 5c em design, mas tem uma abordagem completamente diferente no que diz respeito ao público-alvo.

Este smartphone que pode servir como computador desktop em algumas situações e vem com acessórios que o deixam mais produtivo. Mas será que esses acessórios valem a pena o preço mais salgado? Será que eles entregam uma boa experiência? Descubra a seguir nesta análise completa.

Acessórios

O que destaca o M2 Note dos seus concorrentes é o conjunto de acessórios e o preço. Além de celular, cabo, carregador e fone, você recebe na caixa uma bateria portátil que funciona como “teclado a laser Bluetooth” quando necessário e um adaptador Miracast para TVs e monitores serem capazes de replicar a tela do M2 Note sem fio.

Tudo isso pode parecer um pouco bizarro de início, mas a ideia aqui é usar acessórios wireless para transformar um smartphone em um conveniente computador desktop de vez em quando. Conecte o Vi Station ao celular para conseguir mais autonomia de bateria e um teclado projetado na mesa e use o Vi Cast para conseguir uma tela maior.

A Vi Station combina uma bateria portátil de 5.000 mAh a um teclado a laser com conexão Bluetooth

Você pode até achar que a ideia de entregar esses acessórios junto com o aparelho é uma boa jogada, e, em essência, dá para ver muitas pessoas gostando disso tudo. O problema é que os dois acessórios não funcionam bem a ponto de fazer você gostar da experiência entregada.

O teclado a laser não responde muito bem aos toques e não dá para ser usado em superfícies de vidro ou em ambientes com muita iluminação, natural ou artificial. De quebra, ele também funciona como mouse, mas essa função é extremamente limitada e desagradável. É melhor tocar na tela mesmo.

O Vi Cast serve como ponte sem fio para replicar a tela do seu M2 Note em um TV ou monitor através do sistema Miracast

Design

A Vi vende esses mesmos acessórios junto com outros modelos da Meizu, mas é com o M2 Note que eles mais combinam no que diz respeito ao design. Eles vêm nas mesmas cores do smartphone e trazem uma textura e curvas na carcaça bem sintonizadas. Até parece que tudo foi desenhado ao mesmo tempo.

A Vi Station passa uma sensação de qualidade bem acima do espado e tem seu corpo revestido em metal. O M2 Note e o Vi Cast, entretanto, ficam no plástico liso. Há várias cores para escolher na loja, mas todas lembram um bocado o iPhone 5c.

Falando especificamente do M2 Note, ele tem um design discreto, com poucos elementos chamativos e bordas curvadas na traseira na medida certa, diferente do MX4, que era desconfortável para segurar na mão.

Infelizmente, não há um sensor de impressões digitais

Outra melhoria em relação ao MX4 é o botão home, que agora é físico e mecânico ao mesmo tempo. Ele serve para voltar, com apenas um toque, e para fechar tudo, quando apertado de fato. Isso eliminou a necessidade do botão de voltar solitário que aparecia direto na tela em modelos anteriores da Meizu. Aquilo era praticamente uma gambiarra.

Infelizmente, não há um sensor de impressões digitais, e os botões de energia e volume estão posicionados na lateral esquerda do dispositivo, contrariando a tradição mais comum no mundo Android.

Desempenho

O M2 Note tem um desempenho mediano, contando com um processador octa-core de 1,3 GHz da MediaTek e 2 GB de RAM. A GPU Mali 720 também é bem intermediária. Com esse hardware, você consegue aproveitar a maioria dos games da Google Play, mas títulos com gráficos mais intensos, comoModern Combat 5, ficam bem difíceis de jogar. Horizon Chase e Angry Birds 2 rodam legal, mas com pouco de lag aqui e ali.

Curiosamente, o desempenho do GPS do M2 Note ficou muito aquém do esperado. Atualmente, qualquer aparelho de R$ 300 serve para navegar pela cidade com um mínimo de precisão, mas o M2 Note tornou essa atividade praticamente impossível em nossos testes em Curitiba. Ele simplesmente não consegue acertar onde você está.

Para tarefas cotidianas, o M2 Note fica sempre no modo “Saldo” ou economia de energia. Esses dois deixam o desempenho um pouco capado, mas, convenientemente, são desligados assim que você abre um app de benchmark. Portanto, os números que você vai ver agora representam o máximo que o dispositivo pode entregar, o que não reflete de fato a sua performance no dia a dia.

Tela

O display tem uma boa resolução, Full HD, e uma densidade de pixels além do que pode ser considerado satisfatório. São 400 pixels por polegada, 100 ppp/ppi a mais do que o limite de distinção pelo olho humano.

Os níveis de brilho são muito bons e o dispositivo se adapta rapidamente a condições adversas de sol e iluminação artificial. Contudo, a calibração das cores não é muito favorável. Os tons mais vivos, como verde e amarelo, ficam meio “lavados” ou esbranquiçados. Existe uma ferramenta para mudar a temperatura de cor nas configurações do sistema, mas isso não resolve o problema.

Por outro lado, os ângulos de visão do display IPS IGZO são muito bons, melhores até do que os de muitos top de linha que já testamos. Contudo, como o que mais chama atenção dos usuários comuns é a qualidade da representação de cor, essa tela deixa a desejar.

Software

A Meizu embarca em seus smartphones o Flyme OS, uma implementação exclusiva do Android. Atualmente, esse sistema está na versão 4.5.4.2, que foi baseada no Android Lollipop 5.1. Considerando que a  Google já lançou o Beta do Android N (7.0?), dá para dizer que se trata de um software um tanto defasado.

A Meizu traz uma interface completamente diferente

Contudo, como a Meizu traz uma interface completamente diferente para o Flyme, baseá-lo no Marshmallow ou no N só faria diferença no que tange à segurança e a algumas funcionalidades nucleares. Em usabilidade, pouca coisa mudaria.

Dá para dizer que a Meizu tentou fazer o Android mais leve possível para seus smartphones a fim de ganhar em desempenho. Contudo, não é isso o que vemos no M2 Note.

O aparelho tem um desempenho mediano para sua categoria, demorando o mesmo tanto para abrir apps e eliminando itens carregados do gerenciador de tarefas com tanta frequência quanto em um Moto G terceira geração. Claro que o M2 Note entrega um pouco mais de desempenho por conta de seu chip mais poderoso, mas não vai muito além disso.

Alguns problemas de usabilidade ainda permanecem no Flyme OS desde a outra vez que analisamos o MX4. A tela de configurações traz complicações desnecessárias, com opções organizadas em categorias diferentes das que já estamos acostumados no Android comum, e o fato de o gerenciador de apps abertos não mostrar uma prévia do que estava na tela deixa a alternância menos intuitiva.

Mesmo assim, o SO traz uma série de possibilidades de personalização, como os gestos na tela desligada, e a “bolinha do SmartTouch” pode ser muito útil. Apesar disso, problemas como a falta de notificações e a impossibilidade de acessar a barra de notificações a partir da tela de desbloqueio deixam o software menos prático.

Também não há gaveta de apps na tela principal, o teclado virtual original do sistema é péssimo para digitar em português e quase não há apps da Google pré-instalados, o que é algo essencial para todo telefone Android.

Câmeras

As câmeras do M2 Note conseguem fazer um trabalho mediano na maior parte do tempo. As imagens clicadas com o sensor traseiro — de 13 MP e f/2.2 — normalmente são boas quando as condições de iluminação estão favoráveis, mas ficam bem ruins quando há pouca luz. Isso é bem comum em smartphones intermediários, mas vamos considerar essa limitação um ponto negativo porque o M2 Note custa caro.

O alcance dinâmico também não é muito bom e dificilmente consegue equilibrar a exposição de dois planos diferentes. Se você deixa tudo no automático, até que as imagens ficam melhores, mas, se você resolve direcionar o foco tocando em alguma parte da imagem, as áreas claras estouram facilmente e as escuras ficam muito mais escuras.

A câmera de selfies — de 5 MP e f/2.0 — raramente faz boas fotos, trazendo cenas sempre granuladas. Entretanto, há muitos recursos de embelezamentos e truques de software para driblar as dificuldades. O app da câmera no geral é bem capaz e versátil, oferecendo inclusive um modo manual e a possibilidade de filmar em câmera lenta.

Bateria

A bateria do M2 Note brasileiro tem 100 mAh a menos que a do internacional. Portanto, a célula de energia que você recebe no aparelho local é de 3.000 mAh, o que é suficiente para passar um dia todo longe das tomadas, mesmo que você use o dispositivo para tarefas mais intensas. Isso considerando que o modo de economia de energia, que é o padrão do sistema, fique sempre ativado.

Durante os dias que passei testando o modelo, utilizando-o como meu celular principal, a bateria nunca me deixou na mão, mas também não foi nada extraordinária.

Contudo, em nossos testes de estresse, ele levou apenas 3 horas e 59 minutos para ir de 100% a 0% de carga, isso executando vídeo continuamente no YouTube com WiFi ligado e brilho da tela no máximo.

O ideal para smartphones com 3.000 mAh e tela Full HD é pelo menos passar das 4 horas e 30 minutos.

Vale a pena?

Dá para responder a essa pergunta de forma direta da seguinte maneira: valeria a pena se a Vi vendesse o M2 Note sozinho e por um preço em volta dos R$ 1 mil. O valor oficial do pacote Vi Phone Station M2 Note é R$ 1.899 e isso é muito alto a ser cobrado por um intermediário.

Como os acessórios que vêm no pacote não entregam uma boa experiência, é muito provável que eles fiquem jogados para sempre no fundo da sua gaveta. A bateria portátil pode até servir muito bem durante viagens, por exemplo, mas você consegue algo semelhante por menos de R$ 200.

Infelizmente, é arriscado comprar o M2 Note em sites de importação para fugir do preço alto, já que os modelos internacionais não possuem a frequência do nosso 4G ou todas as faixas do 2G GSM.

Os acessórios que vêm no pacote não entregam uma boa experiência

Para deixar a situação ainda mais complicada, o Flyme OS tem uma série de pequenos problemas e diferenças desnecessárias que usuários do Android não estão acostumados a ter em seus aparelhos.

Nós notamos até problemas de sensibilidade nas bordas da tela do M2 Note, o que é inaceitável em um smartphone vendido em 2016, ainda mais por quase R$ 2 mil. Isso sem mencionar o GPS, que simplesmente não serve para muita coisa.

Mesmo considerando os pontos positivos desse conjunto, não dá para recomendar a compra porque simplesmente a Vi Phone Station M2 Note não vale o preço que é cobrado por ela.

Fonte: Por Leonardo Muler [ Tecmundo ]

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